Vai à merda!
Naquele dia podia ter-te dito que o nosso amor já não me fazia nem viver nem respirar, mas ao invés preferi o silêncio. Não sei porquê. Há coisas em nós que desconhecemos ou que queremos desconhecer, como se um outro eu, poderoso, comandasse mais do que nós. Deve ser o medo, ou esta educação filha da puta que tivemos, ou as duas coisas. Também nunca te disse - ou disse ?- que nunca gostei de viver nesta cidade, e ainda menos nesta vida. Não que não goste de viver. O que não gostei foi de viver na tua loucura, no teu egoísmo, nas tuas desculpas, . Não sei como é que se entende que aquele que nos ama, e que também supomos amar, nos olhe com tanto ódio e deixamos, em nome desse amor, que alguém nos faça tanto mal. Claro que a verdade tem dois caminhos, dirá vc. Quanto a mim, sei agora, confundi solidão com ficar só. E, de certa maneira, morri. Morri lentamente. . Se calhar, pensa que te culpo. Agora já não. Nem a mim. Agora também já não me culpo a mim. A capacidade de nos perdoarmos é a única forma que temos de nos libertarmos. Assim é.E vc? já perdoou a si mesmo?
domingo, 5 de julho de 2009
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